Søren Kierkegaard

Søren Aabye Kierkegaard (1813-1855) figura na primeira metade do século XIX como escritor, filósofo dialético e teólogo dinamarquês. Um dos pensadores mais influentes na cultura europeia, Kierkegaard tem continentais e analíticos entre seus leitores. Longe da alcunha de “pai do existencialismo”, fama essa advinda da primeira recepção francesa dos seus textos sobre a melancolia, a angústia e o desespero, e conhecido também pela parte da sua obra que é pseudonímica, Kierkegaard é um filósofo de tipo socrático. Muito de sua investigação filosófica é dedicada à análise conceitual de conceitos como os de , razão, amor, desespero, atitude estética, atitude ética, escândalo, pecado, ironia, sedução, entre outros conceitos caros ao Cristianismo e à Filosofia Antiga, bem como à Filosofia Moderna, como crítico do sistema hegeliano. A maioria do que escreveu ainda não está traduzido para o português. E apesar de algumas traduções iniciais, a história da recepção de sua obra no Brasil gira em torno dos nomes de Ernani C. Reichmann, de Henri-Bernard Vergote e de Alvaro Luiz Montenegro Valls, hoje o principal tradutor de Kierkegaard em língua portuguesa, traduzindo a partir do original em Dinamarquês, com a generosa Else Hagelund ao seu lado e com eventuais colaboradores. De resto Kierkegaard pode ser lido completo em Francês pela tradução dos Tisseau, tendo as edições do casal Hong como referência em língua inglesa.

Em língua portuguesa o livro organizado por Reichmann continua sendo uma boa introdução, uma coletânea da obra completa, seguido de uma seleção de aforismos, novelas e dicursos pelo professor Valls. Há ainda uma tradução lusitana para In vino veritas (O banquete). (Criado em jan. 2014)

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